Capítulo 73 – Armadilha
Reino dos Goblins · Capítulo 77
Folha de Dados dos Nomes de Goblin: O [Goblin] foi criado para facilitar o uso da função CTRL+F
[Goblin]Gi Ga
O goblin daquele grupo distante que estava com o protagonista quando ele derrotou um orc. Atualmente, ele pertence à classe nobre, sendo o mais alto posto entre os subordinados do protagonista. Ele prefere usar a lança.
[Goblin] Gi Gu
O ex-líder da aldeia. Ele foi pressionado pelo protagonista em sua forma de nobre goblin e passou a fazer parte de seus subordinados. Ele utiliza a espada longa e é relativamente inteligente para ser um goblin raro. Tornou-se um nobre goblin no capítulo 39.
[Goblin] Gi Gi
Conhecido como guerreiro das feras, é um goblin com a capacidade de domar feras selvagens.
Ele evoluiu enquanto caçava veado lança ao lado do protagonista.
Ele prefere usar o machado. Sua classe de goblin é considerada rara.
[Goblin] Gi Go
Um goblin com muitas feridas no corpo. A comida de sua horda foi roubada pelos lobos cinzentos, então ele decidiu seguir o protagonista. Ele é o mais experiente entre os goblins raros. Sua arma é uma katana curva. Ele age como um samurai.
Tornou-se nobre recentemente e recebeu a proteção divina do Deus do Sabre, Ra Baruza.
[Goblin] Gi Za
O goblin druida raro que se juntou a eles recentemente.
[Goblin] Gi Ji
Um goblin raro. Ele evoluiu no capítulo 37 após caçar com Gi Ga. Ele possui a habilidade <>, o que o torna excelente para reconhecimento de terreno.
[Goblin] Gi Do
Druida. Usa magia do vento.
[Goblin] Gi Jii
Goblin raro. Pertence à facção de Gi Gu. É conhecido por sua habilidade <>, que lhe permite ver as fraquezas do oponente.
[Goblin] Gi Da
Goblin raro. Pertence à facção de Gi Ga. Suas habilidades notáveis são <> e <>.
[Goblin] Gi Zu.
Goblin raro. O goblin favorecido pelo Deus Louco (Zu Oru). Possui a habilidade <>>.
[Goblin] Gi Zo
Druida. Mago da água.
[Goblin] Gi De
Domador de bestas.
[Goblin] Aluhaliha
Líder de Paradua, uma das quatro tribos de goblins, conhecida pelo uso de bestas montáveis, que na verdade são tigres gigantes.
[Goblin] Rashka
Líder de Gaidga, uma das quatro tribos de goblins, famosa por seu valor e força bruta.
[Goblin] Gilmi
Portador do título de Primeiro Arqueiro. Ele é o segundo em comando em Ganra, uma das quatro tribos conhecidas por sua rara habilidade entre os goblins de usar arcos.
[Goblin] Narsa
Princesa de Ganra. Ela é a única fêmea goblin introduzida até agora.
CAPÍTULO 73: ARMAÇÃO
Status
Raça: Goblin
Nível 15
Lorde de Classe; Chefe da Horda
Habilidades Possuídas: Governante da Horda; Vontade Insurgente; Uivo Avassalador; Esgrima B+; Desejo Insaciável; Alma Errante do Rei; Sabedoria dos Governantes I; Olhos da Serpente Azul; Dança na Fronteira da Morte; Olho da Serpente Vermelha; Manipulação de Magia; Alma de um Guerreiro das Feras Enlouquecido; Terceiro Impacto (O Terceiro Canto); Instinto; Sabedoria dos Governantes II;
Deusa Divina da Proteção, Deusa do Submundo
Atributos: Atributos Escuridão; Morte
Feras Subordinadas: Kobold Superior Hasu; (Nível 1) Gastra (Nível 20) Cynthia (Nível 20) Rei Destinado dos Orcos Bui; (Nível 36)
O vento uivava juntamente com os uivos.
E todos os sons desapareceram quando o ogro balançou seu machado, deixando um corte profundo em seu rastro.
“GURUuRUuuuA!”
“GOoouuOO!”
Eu gritei de volta com meu <>, mas meu grito foi abafado pelos próprios gritos do inimigo. Empunhando o Segundo de Ferro, consegui defender-me do segundo golpe daquele machado parecido com pedra. Minhas mãos ficaram dormentes por causa disso, mas continuei atacando o ogro.
Com a ajuda de <>, minha espada desenhou um arco no ar ao atingir o braço do ogro. Naquele mesmo instante, tentei usar <>, mas falhei.
Estalando a língua, amaldiçoei a maldade das armadilhas nesta fortaleza.
“Que irritante!”
E justo quando pensei que minha espada grande cortaria o braço do ogro, ele de repente usou aqueles músculos brutais para empurrar seu braço com força até a lâmina da minha espada.
Consegui cortá-lo no final, mas acabei sendo lançado longe em troca. Deslizei pelo chão e caí inúmeras vezes antes de finalmente parar. Agarrei-me desesperadamente para não adormecer e suportar a dor.
O inimigo não é algum novato que hesitaria só por causa de algo assim!
Assim que levantei a cabeça, o punho do ogro já estava lá, esperando por mim. Enfurecido com a dor, aquele punho disparou em minha direção, com o objetivo de me matar. Eu virei meu corpo rapidamente e o encontrei com minha lâmina.
O impacto foi aterrorizante. Foi como ser atingido por um caminhão, e perdi toda a sensação nos braços.
Sangue jorrou das mãos do ogro, mas ele ergueu seu punho novamente, sem demonstrar nenhum cuidado consigo mesmo.
–––Droga! Você está insensível à dor, monstro???
“Transforme-me em uma lâmina! Encantamento”
Tentei envolver minha espada em chamas, mas falhei. Apenas desperdicei meu fôlego.
–––Calma! Eu ainda não perdi!
Forcei força em meus dois braços dormentes. Gradualmente, consegui recuperar a sensação neste meu corpo monstruoso. Então corri em direção ao peito do ogro.
Sangue jorrou, e os gemidos fracos do ogro chegaram aos meus ouvidos, mas mesmo assim continuei correndo em sua direção. Apeguei-me àquela tênue esperança de vitória, só para ser lançado longe pelos joelhos do ogro.
O <> foi ativado, e minhas mãos se moveram sozinhas para usar minha espada grande como escudo. Mas a força era muito grande, e minha espada foi arremessada contra uma parede.
Não é uma situação nada agradável, mas ainda estou vivo. Podiam-se ver vestígios de sangue no chão, onde meu corpo escorregou, mas eu ainda respiro.
“Gu, ha…”
Tentei me levantar, mas a repercussão do golpe fez com que eu vomitasse tudo o que tinha dentro.
Sangue jorrou da minha boca, e minhas forças se esvaíram. Apenas meus olhos conseguiam seguir o ogro.
Se aquela criatura vier atrás de mim agora, não vai ser nada bonito, mas... O próprio ogro também não parece estar em melhor estado. Ambos os braços dele pendem, sem vida. Ele grita para o céu, mas aqueles braços não vão voltar a funcionar.
––––E minha espada está...
Com a vitória bem diante de mim, procuro pela minha espada. Vejo que ela está meio enterrada em uma parede.
Aperto os punhos com força.
–––Se não tiver uma arma, então vou transformar este corpo em uma!
“GUuRUuUAUUAa!”
Ambos estamos desarmados; as condições foram atendidas. <> é ativado. E por causa dos danos que recebi, o <> estágio 2 também é ativado.
Meus músculos se inflam, meus braços se contraiem, e minha intenção assassina cresce ainda mais.
O ogro deve ter sentido isso, pois parou de amaldiçoar o céu para olhar para mim.
Ele abre sua boca enorme, solta um rugido ensurdecedor, e sinto minhas pernas congelarem. Então, grito de volta em resposta.
“GURUuuRUuAaa!”
–––Que se dane a habilidade!
Nós nos impulsionamos para longe do chão. Eu levanto os punhos, e o ogro abre a boca. A distância entre nós diminui, e aquela boca completamente aberta está determinada a mastigar cada pedaço meu. O ogro abaixa a cabeça, e nossos caminhos se cruzam.
–––Eu não serei derrotado!!
Quando nossos caminhos se cruzaram, eu desci meu punho com força, acertando diretamente em sua cabeça. O som de ossos se quebrando e carne se rasgando encheu meus ouvidos. Meus músculos inchados começaram a sangrar, e eu cerrei os dentes de dor.
“RUuuoOOAAAa!”
Mas eu não hesitei. Eu cravei meus punhos na cabeça do ogro e esmaguei aquela criatura feia como se fosse uma melancia.
E com isso, a vida deixou o ogro, que deixou de existir.
Uma vida por um braço. Este braço direito não vai se mover tão cedo.
Isso é bem ruim, na verdade. Afinal, ainda há o Lorde de Classe dos Ogros vindo aí.
“...Mas e daí?”
Eu não posso parar aqui.
Mesmo que a única coisa a me impulsionar seja esse fogo ardente em meu peito.
Eu preciso vencer.
Também por eles – por aqueles que ainda lutam desesperadamente.
◆◆◇
Sinto arrependimento sempre que penso nisso. Será que realmente tomei a decisão certa? Não havia mesmo outro caminho?
Não, não adianta mais pensar nisso.
Talvez tenhamos baixado a guarda porque conseguimos derrotar um ogro seguindo Kuzan de alguma forma.
Sim, provavelmente foi por isso que caímos em uma armadilha.
Quando saímos dos corredores, nos encontramos em uma sala espaçosa, e pedras caíram sobre nós de cima. Provavelmente, uma armadilha preparada pelos ogros.
Kuzan tinha certeza de que nada parecido havia existido antes, então ordenei aos meus homens que procurassem a área. Uma decisão que nos fez nos separarmos.
Um dos pilares de pedra que chegavam até o segundo andar começou a desabar.
“Está caindo!!”
Todos pularam ao ouvir meu aviso, mas então todo o local desabou.
“Ku…”
Pelo menos consegui desviar, pensei. Depois, chamei pelos meus homens.
“Vocês estão bem!? Gi Za!? Gi Go!?”
Aquela montanha de escombros bloqueou minha visão.
“Gi Gi! Gilmi! Rashka!”
Chamei os nomes deles um após o outro, mas a parede de escombros à minha frente, aquela muralha de desespero, impediu que eu atravessasse.
“Kuzan! Aluhaliha! Narsa! Gi Ji!?”
Eu batia nela repetidamente enquanto chamava pelos nomes deles, mas ninguém respondeu.
Aos poucos, o desânimo tomou conta do meu coração, mas ao ouvir a voz de um lorde, esse sentimento foi levado embora.
“Rei, vá sem nós!”
Era Gi Za. Os uivos de um ogro puderam ser ouvidos assim que ele proferiu aquelas palavras.
Meus homens estão lutando do outro lado desta parede.
Eles estão lutando.
Em uma guerra que não posso alcançar... eles estão lutando... por mim.
Aperto os dentes com força.
–––Se ao menos eu pudesse transformar minha fúria em poder! Não hesitaria nem um segundo em esmagá-los contra esta parede!
“Vou na frente.”
Eu vou derrotar o Lorde de Classe dos Ogros. Os ogros estão se reunindo, embora não sejam do tipo que formam hordas.
Se eu derrotar o Lorde de Classe dos Ogros, talvez eles acabem se voltando uns contra os outros.
Enquanto reprimia a impaciência e a raiva dentro de mim, corri.
◆◇◆
“Hm.”
Estátuas de demônios alinhadas em um quarto escuro. Algumas tinham a forma de homens e outras de cobras. Elas cercavam uma mulher solitária que estava sentada em um trono como se fosse uma rainha. Uma toga branca como a neve envolvia seu corpo, e à sua frente havia um espelho mágico no qual se refletia o mundo dos vivos — aquele mundo tão odiado e, ao mesmo tempo, amado. E naquele mundo existia um certo goblin.
“Ah, ele está indo, está indo, meu querido filho.”
Seus belos lábios proferiram aquelas palavras quase como um suspiro. Podia-se sentir um toque de amor nelas. Sim, provavelmente era o amor de uma mãe.
“Mas você deve se apressar.”
Seus belos olhos dourados se tornaram mais penetrantes ao ouvir aquelas palavras, e com um pensamento a imagem no espelho mágico mudou para várias equipes de busca, não, equipes de caça lideradas por três seres humanos peculiares. Cada um deles possuía algum poder estranho. Eles não eram outros senão os pioneiros dos deuses, os Byunei.
Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela afastava seu cabelo azul-celeste para trás.
“...Eu nunca me cansarei de você, Garoto. Caos e destruição o seguem para onde quer que você vá. Mesmo que a terceira filha do destino, Ryuu, ainda não tenha interferido.”
As serpentes ao seu redor conseguiram sentir sua alegria e olharam para ela, inclinando as cabeças.
“Seu poder foi selado, sua arma foi tomada. Seu povo está do outro lado da muralha, sem saída alguma; seu corpo está coberto de feridas, e à frente está um Lorde de Classe dos Ogros, mas você sabe... eu aposto em você.”
Não havia como ele ter ouvido aquelas palavras, mas quando o espelho mágico mostrou sua figura...
Parecia que aquilo o alcançava. Aquele que possui a mesma alma nobre e forte que ela mesma já teve um dia.
“Se você vier aqui sem vontade alguma, sua angústia, sua agonia, sua tristeza… tudo em você se tornará meu. Será que as lágrimas da sua tristeza serão doces? Será que seu sabor se harmonizará com as dores do seu desespero? E quanto ao seu rosto contorcido pela humilhação de não conseguir proteger aqueles que desejava proteger?”
Um sorriso tênue apareceu em seus lábios enquanto ela acariciava suas bochechas coradas.
“Fu fu fu, estou ansiosa para ver isso, garoto. Torne-se mais forte. Quanto mais forte você ficar, mais divertido será.”
Mas, por quê?
“...Porque prefiro observá-lo assim para sempre.”
A deusa caída adorava provocá-lo. Ela esperava que ele conseguisse superar as provações que se apresentavam diante dele com aquela alma forte e nobre que possuía. Afinal, qualquer um dos resultados lhe serviria.
No reino dos mortos, onde não havia homens, apenas as estátuas e as serpentes a vigiavam.
Que pena, pensou ela. Que só pudessem se encontrar na fronteira entre a vida e a morte.
A Deusa do Submundo espiou novamente pelo espelho mágico.
O Nível aumentou.
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