Capítulo 281
Tensei Shitara Slime Datta Ken (WN) · Capítulo 281
Jogo da Fuga Elegante de Rimuru – 11
A noite do terceiro dia.
Eu acabara de desfrutar de uma refeição muito necessária e extremamente satisfatória, e agora estava tomando um banho de luxo.
Marsha utilizou os cartões mágicos que eu lhe dei e os combinou para criar uma banheira simples. Ela também preparou a água e ajustou a temperatura.
“Isso é realmente útil. A combinação certa, somada à sua imaginação, é tudo o que se precisa para realizar magias complexas.”
“Ei, onde você conseguiu esses cartõões mágicos?”
Perguntou Aina, enquanto Marsha suspirava maravilhada. Não era surpreendente que ela fizesse essa pergunta.
Era uma ferramenta mágica extremamente útil, e você não conseguiria encontrá-las em lugar nenhum, por mais que procurasse. Ela possuía funcionalidades tão poderosas que nem mesmo existiam nos Artefatos antigos.
“Sobre isso… Foi algo que o Mestre William recebeu de um velho amigo. Ele me permitiu usá-la como experimento para testar suas capacidades. Disse que seria perfeita para ajudar o Satoru.”
“Hm. Entendo… Mas você aprendeu a usá-las em apenas um dia. Elas são realmente tão fáceis de usar, apesar de serem tão eficazes?”
“Exatamente! Não há como magias tão complexas serem controladas por cartões desse tipo! Se tivesse que adivinhar, deve haver algum tipo de procedimento já embutido neles, e o Anagrama funciona para ativar a magia? Mas, por outro lado, isso também seria complicado…”
Não apenas Aina, mas os outros alunos também ficaram muito interessados agora.
E, como era de se esperar de alunos de elite, eles tinham uma ideia vaga de como os cartões funcionavam.
Isso estava certo e, ao mesmo tempo, errado.
A parte de se obter efeitos diferentes por meio da reorganização dos significados estava correta, mas ter apenas o procedimento embutido não era suficiente para ativar a magia.
Em vez disso, as palavras, que eram a própria fonte de poder, foram integradas, garantindo que os procedimentos não interferissem um no outro.
Simplificando, as palavras se reorganizavam sozinhas de acordo com a imaginação do usuário, criando automaticamente a magia.
Por isso, era necessário selecionar o cartão com o significado correto.
Para ser franco, isso não é possível com a tecnologia mágica atual.
Na minha opinião, a Marsha era uma completa amadora, e por isso ver o quanto ela conseguia aproveitá-lo me ajudou a entender em que nível das minhas tropas eu poderia colocá-lo.
É claro que tudo aquilo era um segredo de estado.
Bem, como eu mantinha isso escondido de todos, era apenas o meu segredo.
Se a notícia sobre esse item vazasse, as pessoas diriam: “Queremos isso para o nosso exército!”. Eu já conseguia prever isso de longe.
Eu não queria que as pessoas ficassem com expectativas tão altas quando o projeto ainda nem estava concluído. Além disso, seria um problema se minha negligência permitisse que ele fosse descoberto.
Além disso, se a decisão ficasse inteiramente nas minhas mãos, pareceria que estou favorecendo alguém, então eu precisaria de um bom motivo para isso.
Pensei em simplesmente entregá-lo aleatoriamente para alguém testar, mas Marsha não era minha subordinada e era o espécime perfeito.
E, no que diz respeito a manter as informações em segredo, esta ilha era o local de teste ideal.
A única coisa que restava era impedir que os alunos conversassem, mas eu poderia pensar nisso mais tarde.
Eu não estava tão preocupado em escondê-lo; na pior das hipóteses, só precisaria me apressar e terminá-lo. Assim, não haveria mais necessidade de mantê-lo em segredo.
Por enquanto, é um item mágico que não tem planos de ser revelado ao mundo. Mas foi interessante observar as reações dos alunos.
Talvez eu devesse simplesmente distribuí-los pela academia e torná-los uma nova forma de magia.
Se fizer isso, o status dos usuários de magia aumentará drasticamente, então será necessário impor certas restrições.
Pensei em tudo isso enquanto tomava banho e os ouvia conversando.
“Mas... você realmente o recebeu hoje e também entendeu como ele funciona?”
Marsha riu da pergunta de Aina.
E disse:
“Para ser honesta, havia um memorando dentro do manual de instruções. Havia alguns exemplos sobre como ajustar o calor necessário para endurecer o solo e coletar água. Eram explicações muito detalhadas.”
Marsha disse isso enquanto coçava a bochecha.
“Fiquei bastante surpresa, pois era exatamente a magia de que precisávamos na nossa situação.”
Ela falou isso e depois riu.
“O quê! Então o Mestre William simplesmente contou tudo para você em segredo!”
“Isso mesmo. Provavelmente levaria dias de pesquisa para descobrir essas combinações!”
“Ainda assim, pensar que ele estava ajudando vocês nas sombras daquele jeito... O Mestre William é bem charmoso, não acha?”
“Hã? Mas ele é tão velho...”
Disseram os alunos.
Parecia que a conversa deles estava saindo um pouco do rumo.
E com certeza William não era tão velho assim, certo?
Fui eu quem preparou o memorando. Claro, fiz com que William o escrevesse, para dar a impressão de que fora ele quem ajudou secretamente os alunos.
E, é claro, fiquei feliz por eles terem mordido a isca exatamente como planejei, mas gostaria que fossem um pouco mais gratos a William.
Quanto ao memorando, é óbvio que eu fiz com que ele fosse escrito, pois queria tomar um banho.
Parecia estranho que tais instruções estivessem no manual, então tive que pensar um pouco.
Tudo precisava parecer natural. Por isso, o memorando foi uma boa maneira de permitir que Marsha usasse a magia com facilidade.
Meus esforços valeram a pena, já que consegui tomar um banho após três dias.
Originalmente, eu não queria tomar banho com as meninas, mas, independentemente de com quem eu tomasse banho, meu corpo não podia ser visto; portanto, poder me cobrir com uma toalha era pelo menos uma vantagem nesse caso.
“Ainda assim, se tivéssemos essa magia desde o início, nossa tentativa desesperada de conseguir água no primeiro dia pareceria bem tola.”
Disse Marsha, rindo.
Seja fazendo chover e coletando a água, seja criando gelo e depois derretendo-o, preparar água apenas com magia era bastante difícil.
É claro, era um incômodo que os nobres, que possuíam ferramentas mágicas exatamente para esse fim, não percebiam.
Bem, agora conseguíamos coletar água sem tantos problemas. E por isso pudemos tomar banho assim.
Como se tratava de treinamento, algumas garotas trouxeram sabão para uso diário.
Peguei emprestado um pouco para lavar meu cabelo e me senti muito revigorada.
Isso era realmente uma questão de sensação.
Meu corpo agora era como o de qualquer outro ser humano, o que significava suor. Claro, se eu não aguentasse mais, podia simplesmente desligar essas funções.
Mas, por enquanto, queria aproveitar essa vida, então deixei tudo ativado.
E por causa disso, me senti ótima agora.
Viver assim de vez em quando não era nada ruim.
E assim, com as vozes de Marsha e das outras ao fundo, continuei desfrutando desse banho tão esperado.
◇◇◇
Consegui sair da banheira sem que minha identidade fosse revelada.
Mas, por outro lado, eu havia declarado a todos que era homem, mas parecia que ninguém acreditava em mim.