Capítulo 298

Tensei Shitara Slime Datta Ken (WN) · Capítulo 298

Parecia que eles haviam entendido minha explicação até aquele momento.

Para ser honesto, não seria surpreendente que os remanescentes do império possuíssem esse tipo de habilidades.

Porém, era algo tão fraco que nem sequer podia ser considerado arte secreta no verdadeiro sentido da palavra...

Ainda assim, posso admitir que se tratava de uma arte verdadeira e estável.

Além disso...

Não é como se você ficasse sempre assimilado ao demônio. E era uma ideia interessante poder usar esse poder somente quando fosse necessário.

Por exemplo, olhando para o poder que Carinha Feia concedeu aos subordinados de Leon – a ‘Arte Secreta da Fusão de Alma Híbrida’ – tratava-se da fusão de dois demônios com força igual.

Essa arte secreta permitia que o grupo com a vontade mais forte tomasse o controle. Era como envenenar alguém.

Era uma arte proibida. E, claro, não havia como desfazê-la.

Era tudo ou nada.

Era perigoso, pois era preciso ter a determinação de arriscar a própria alma.

Por outro lado, a Fusão de Demônio, que era a arte desenvolvida pelo império, baseava-se na criação de contratos controláveis com demônios dispostos a servir.

Uma vez que a segurança fosse garantida, tornava-se possível realizar a Fusão quando necessário.

Diferentemente da fusão com espíritos, era possível obter poder facilmente, sem precisar fortalecer o próprio astral.

Isso parecia muito conveniente.

Mas–

Foi um erro usar demônios.

O preço a ser pago era uma quantia fixa de poder mágico. Mas, com isso, pelo menos era possível sentir o prazer de utilizar o poder do demônio com o qual se realizava a fusão.

Se não fosse possível cumprir o contrato, o demônio simplesmente iria embora.

Em outras palavras, quando não se consegue enfrentar adversários mais fortes.

Era conveniente para adversários mais fracos que você... mas não era muito confiável quando realmente importava.

Além disso, os demônios também partiam quando você ficava sem magia.

Havia até demônios que machucavam seus invocadores por estarem entediados.

No caso de Magnus e dos outros, tais atos eram evitados pelos contratos... mas provavelmente era impossível controlar as ações dos demônios uma vez que não havia mais magia para ser usada como pagamento.

Você não conseguia fazê-los trabalhar se não tivesse nada para oferecer.

Nesse caso, consigo pensar em várias maneiras de derrotá-los.

◇◇◇

Todos ouviram minha explicação e suas expressões se iluminaram.

Até agora, eles estavam desesperados, pois achavam que não tinham chance alguma de vencer.

Droga. É realmente uma pena que tenham desistido tão rápido.

“Como é possível…”

“Aquele Magnus… Ter um poder tão perigoso… Já que até lutar contra um Demônio Maior é tão arriscado para nós…”

Julius e Carma murmuraram com expressões de dor.

Com uma diferença tão grande entre eles, ainda assim estavam dispostos a lutar. Por isso consigo entender por que se sentem tão autocompassivos…

–Ainda assim, não era necessário lutar de frente por meios convencionais.

Mas eles ainda queriam lutar de maneira adequada depois de ouvirem minha explicação. Eu não sabia se deveria chamar isso de honestidade ou simplesmente estupidez.

“Ei, ei. Você está prestando atenção no que estou dizendo? Você não entendeu que não pode vencer lutando de frente, como algum idiota honesto? Então comece a pensar de forma diferente! Essas cabeças estão nos seus ombros ou são só enfeites? Por que você não usa esse cérebro?”

Eu os repreendi um pouco.

Ao ouvir essas palavras, os rostos dos alunos voltaram a se animar, depois de estarem repletos de desespero.

E, de repente, eles começaram a discutir maneiras possíveis de derrotá-los.

“Geralmente, para invocar um espírito ou um Demônio é preciso muita magia. Segundo uma história que ouvi, até mesmo um invocador experiente consegue chamar um Demônio Maior por no máximo dez minutos!”

“Eu também ouvi isso. Porém, dizem que um Elementalista reconhecido como o responsável pela tarefa consegue fazer com que espíritos se materializem por muito mais tempo…”

“Nunca ouvi falar de um demônio reconhecer um humano. E se isso for feito contra a vontade deles, deve durar apenas por um curto—”

“Espera aí? Isso significa que há um limite de tempo para o poder de Magnus?”

Hm. Hm.

A discussão estava ficando bastante acalorada, mas de uma maneira positiva.

Existiam demônios avançados como Veneno, que reconheceram Masayuki, mas vamos esquecer isso por enquanto.

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Parece que os alunos perceberam que há um limite de tempo para o poder de Magnus.

E agora que entenderam isso, a discussão está ficando cada vez mais animada.

“De qualquer forma, precisamos ganhar mais tempo. Assim que confirmarmos que o poder do demônio foi ativado, devemos prolongar o combate o máximo possível.”

“Entendi. Então é para isso todo esse treinamento físico. Certo, Mestre Satoru?”

Não?

É só vingança.

Como se vocês ficassem mais fortes depois de correr um dia inteiro.

A única coisa que vão conseguir são músculos doridos.

“Então vocês perceberam. Vocês realmente cresceram muito em apenas um dia!”

Eu suprimi meus verdadeiros sentimentos e acenei vigorosamente com a cabeça.

E só com isso–

“Mestre Satoru!!”

Vários daqueles idiotas gritaram, tomados pela emoção.

Eles eram muito simples... Bem, esse lado deles também era um pouco fofo.

Depois disso, a discussão continuou. E, por fim, eles criaram um esboço da nova estratégia.

“...Então, é assim. Os tipos de combate irão se revezar pelas equipes para pressionar Magnus. Os tipos mágicos vão apoiá-los enquanto perturbam Magnus e os outros. O que vocês acham disso?”

Julius representou os outros e me explicou o plano deles.

Esse plano foi criado levando em consideração também os conselhos dos outros professores.

Parecia que eles acreditavam ser essa a melhor coisa a se fazer no momento. E pude perceber que a expressão de Julius havia recuperado grande parte de sua confiança.

Entendi. Sim.

Bem, com certeza é muito bem pensado.

Em sua maior parte, coincide com os meus próprios pensamentos a respeito do assunto.

<>

Verdade.

Os meus próprios pensamentos haviam sido muito descuidados.

“Isso não adianta. Esse plano vai acabar com Magnus e os outros matando todo mundo.”

Na verdade, eu não achava que Magnus fosse tão cruel. Foi por isso que pensei que esse plano daria certo...

Mas Ciel não gostava de levar em consideração as emoções dos inimigos ao fazer os cálculos.

Ela não ficaria tranquila se não considerasse o pior cenário possível, para poder estar preparada para qualquer coisa.

<>

O quê? Você consegue fazer isso?!

E "pelo menos"? Existe algo ainda maior que eles possam buscar?

Bem, acho que seria fácil para mim...

<>

É, sim.

Então era isso...

Será que eu vinha dando essas ordens para Laplace sem perceber?

Eu havia enviado Laplace para cumprimentar o Elefante de Pedra que dominava o centro, e disse a ele para ter cuidado para não ser rude...

Mas, na mente de Ciel, eu já estava enxergando muito adiante.

Eu entendi tudo, parecia querer dizer ela.

Bem, eu mesmo não entendi. Mas provavelmente era melhor ficar em silêncio a respeito disso.

Foi nesse exato momento–